‘Verão amazônico’ acende alerta para logística da soja; seca pode dificultar transporte de insumos, alerta diretor-executivo da Adecon

Por: Rogério Cabral

A estiagem prolongada no Amazonas acende um alerta para a logística do agronegócio, especialmente para o transporte de insumos utilizados na produção de soja, pois a redução do nível dos rios dificulta a navegação em alguns trechos. O cenário preocupa o setor diante da previsão de maior demanda por insumos agrícolas no estado nos meses de janeiro e fevereiro.

Segundo Edeon Vaz, diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon), a situação varia conforme o rio. “No Madeira, voltou a ser normal, se navega com capacidade plena”, afirma. Já no Tapajós, a redução do nível da água limita a capacidade de transporte das embarcações. A estiagem também dificulta o acesso de barcos menores em determinados trechos dos rios amazônicos.

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Vaz explica que a redução dos níveis dos rios faz parte do verão amazônico, período marcado pela diminuição das chuvas. “Isso tudo é o verão amazônico. Não é só o El Niño”, destaca o executivo. Segundo ele, cada período apresenta características diferentes, e episódios severos de estiagem já foram registrados historicamente na região, antes mesmo do desenvolvimento da agricultura.

A preocupação para o setor da soja está na chegada dos insumos agrícolas, prevista principalmente para janeiro e fevereiro. A expectativa é que as chuvas elevem novamente os níveis dos rios até esse período, favorecendo o transporte fluvial. Até lá, no entanto, a evolução das condições hidrológicas será determinante para o planejamento logístico e o abastecimento dos produtos necessários à atividade agrícola.