Preços nada atrativos? Confira os dados do mercado da soja em meio à queda de até R$ 7

Por: Rogério Cabral

O mercado brasileiro de soja registrou forte queda nas cotações nesta segunda-feira (5), em uma sessão completamente travada em termos de comercialização. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o recuo brusco do dólar pressionou fortemente as ofertas dos compradores, enquanto os vendedores permaneceram fora do mercado.

Os bids chegaram a ficar entre R$ 6,00 e R$ 7,00 por saca abaixo dos níveis da última sexta-feira. Apesar da forte pressão sobre as indicações, a liquidez foi praticamente nula, com ofertas apenas nominais.

“O dólar teve uma queda brusca, enquanto os prêmios ficaram estáveis no spot e Chicago subiu pouco. Com isso, as cotações no físico derreteram”, resume Silveira.

Ao mesmo tempo, a chegada de boas chuvas ao Centro-Oeste e a partes do Sudeste, incluindo regiões de Goiás e Minas Gerais, direciona as atenções dos produtores para o campo. Segundo o analista, as condições devem permitir um avanço mais firme dos trabalhos.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 152,50 para R$ 147,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 153,50 para R$ 148,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 149,00 para R$ 143,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 147,00 para R$ 141,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 147,00 para R$ 145,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 147,00 para R$ 141,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 160,00 para R$ 154,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 161,50 para R$ 156,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira. O mercado foi sustentado por compras técnicas, recuperando parte das perdas acumuladas nas três sessões anteriores.

O clima e o avanço da colheita seguem no foco do mercado. O excesso de chuvas registrado recentemente no Meio Oeste dos Estados Unidos aumentou as preocupações com a qualidade das lavouras.

Em relação à colheita, a expectativa é que o relatório de avanço dos trabalhos indique 29% de área já colhida nos Estados Unidos. Os participantes também começam a se posicionar frente aos dados mensais do USDA, que serão divulgados na sexta-feira (9).

A valorização do óleo de soja e o fortalecimento do real brasileiro frente ao dólar também davam sustentação às cotações da soja. O real mais forte tira competitividade do produto brasileiro.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 104.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,50 centavos de dólar ou 0,19%, a US$ 12,80 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,97 1/2 por bushel, com elevação de 3,00 centavos de dólar ou 0,23%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40 ou 0,11%, a US$ 347,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,35 centavos de dólar, com ganho de 0,73 centavo ou 1,06%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 4,11%, sendo negociado a R$ 5,0018 para venda e a R$ 4,9998 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9525 e a máxima de R$ 5,0075.