Os preços do trigo estão em queda. O movimento ocorre após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) reduzir a safra norte-americana para o menor volume desde 1970/71.
No Brasil, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a disponibilidade restrita da safra passada sustentou os preços. Por outro lado, a desvalorização do dólar frente ao real favoreceu as importações e limitou avanços mais expressivos no mercado interno.
Nesta segunda-feira (13), o preço médio do trigo no Paraná subiu 1,3%, com a tonelada cotada a R$ 1.393,52. No mês, o avanço é de 1,82%. Em contrapartida, a variação no Rio Grande do Sul foi menor, de 0,32%, com o preço médio em R$ 1.315,29. Em julho, o cenário é de recuo, de 1,07%.
Conforme a projeção do USDA, a produção de trigo da safra 2026/27 deve atingir 819,969 milhões de toneladas, uma leve queda de 0,01% em relação ao relatório de junho. Na comparação com a temporada 2025/26, porém, a baixa é de 2,8%.
Segundo o órgão norte-americano, a menor oferta reflete principalmente a redução das projeções para os Estados Unidos e o Canadá, o que foi parcialmente compensado por revisões positivas para Rússia e Ucrânia.
Nos Estados Unidos, a projeção de produção foi reduzida em 0,5% em relação ao relatório anterior e em 22,6% em relação à safra 2025/26, para 41,81 milhões de toneladas. Caso esse volume seja confirmado, será o menor da triticultura norte-americana desde a safra 1970/71.