O mercado brasileiro de soja registrou pequenas altas em algumas praças nesta terça-feira (29), mas permaneceu praticamente sem negócios. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que a liquidez segue mínima no mercado disponível, diante da ausência de ofertas e da postura retraída dos produtores.
“Não tivemos reporte de movimentações hoje. O produtor segue fora do mercado e, na safra nova, também não houve registro de grandes vendas”, observa Silveira. Segundo o analista, a atenção dos produtores deve se voltar agora para o avanço do plantio da nova safra.
Na Bolsa de Chicago, os preços subiram, recuperando parte das perdas da sessão anterior. Os prêmios permaneceram praticamente estáveis, enquanto o dólar apresentou pouca oscilação.
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Com isso, algumas praças registraram melhores ofertas, com avanços entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca, mas sem mudanças no ritmo das negociações.
No mercado físico, as cotações foram:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 155,50
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 156,00 para R$ 156,50
- Cascavel (PR): subiu de R$ 150,00 para R$ 150,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 148,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 161,00 para R$ 161,50
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 163,00 para R$ 163,50 por saca de 60 quilos.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira (29). O mercado buscou uma recuperação, sustentado por compras de barganha após as perdas da sessão anterior. O suporte adicional veio das preocupações de que as fortes chuvas desta semana possam atrasar a colheita em importantes estados norte-americanos, incluindo Iowa.
Na segunda-feira, os preços haviam recuado diante da decepção com os resultados da reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, realizada na semana passada. A ausência de novos compromissos chineses de compras de soja norte-americana e a exclusão da oleaginosa da lista de produtos agrícolas dos Estados Unidos contemplados com reduções tarifárias frustraram as expectativas dos operadores. A queda incentivou compras de barganha e ajustes de posições antes do encerramento do mês e do trimestre.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de soja. Até 27 de setembro, a colheita estava apontada em 17%. Em igual período do ano passado, o número estava em 18%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 17%. Na semana anterior (20 de setembro), os trabalhos atingiam 12% da área. O resultado ficou abaixo da expectativa média dos analistas, de 20%.
Além disso, os investidores se posicionaram antes da divulgação do relatório de estoques trimestrais norte-americanos de soja, prevista para esta quarta-feira (30), às 13 horas (horário de Brasília). Analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais projetam estoques de 323 milhões de bushels em primeiro de setembro, levemente abaixo dos 325 milhões de bushels registrados em igual período do ano anterior. Em 1o de junho, data do relatório anterior, os estoques estavam em 1,061 bilhão de bushels.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 9,50 centavos de dólar ou 0,73%, a US$ 12,97 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,12 3/4 por bushel, com avanço de 9,75 centavos de dólar ou 0,74%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,20 ou 0,05%, a US$ 359,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,21 centavos de dólar, com ganho de 0,55 centavo ou 0,81%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,2162 para venda e a R$ 5,2142 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1970 e a máxima de R$ 5,2410.