O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando predominante acomodação em seus preços.
De acordo com o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos se deparam com a relutância dos pecuaristas para negociar neste momento, o que dificulta a imposição de preços mais baixos.
“Em alguns estados do país o que se evidencia são tentativas de compra em patamares timidamente mais altos. A demanda por exportação permanece aquecida, em especial a norte-americana. A cota destinada ao Brasil já foi plenamente preenchida, de 52 mil toneladas. A tendência é que a demanda do país seguirá aquecida em um ano de produção ainda abaixo das necessidades de consumo”, avalia.
Preços médios do boi gordo
- São Paulo: R$ 317,42 — ontem: R$ 316,50
- Goiás: R$ 309,29 — R$ 310,36
- Minas Gerais: R$ 309,12 — R$ 312,35
- Mato Grosso do Sul: R$ 306,93 — R$ 306,25
- Mato Grosso: R$ 293,69 — R$ 294,08
Mercado atacadista
O mercado atacadista volta a apresentar acomodação em seus preços durante esta sexta-feira (16).
“Durante a segunda quinzena do mês, com a demanda menos aquecida os preços tendem a recuar, com a população priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis. Esse é o padrão comum de consumo previsto para o primeiro trimestre”.
Segundo Iglesias, outro ponto a ser mencionado é que os preços das proteínas concorrentes apresentaram queda contundente na primeira quinzena do mês.
- Quarto traseiro do boi: ainda é precificado a R$ 26,40 por quilo;
- Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,00 por quilo;
- Ponta de agulha: permanece no patamar de R$ 17,50 por quilo.