O mercado de feijão manteve trajetória de valorização na última semana, com destaque para o feijão-preto, segundo o Indicador Cepea/CNA divulgado nesta segunda-feira (28). O movimento foi sustentado pela presença compradora e pela oferta mais ajustada. No feijão-carioca, os preços também avançaram, embora a resistência dos compradores aos novos patamares tenha reduzido o ritmo das negociações.
No feijão-carioca de melhor qualidade, peneira 12 e nota 9 ou superior, as altas chegaram a 7,06% no Centro/Noroeste Goiano e a 5,46% em Sorriso (MT). Em Barreiras (BA), o avanço foi de 1,30%. Em setembro, até o dia 24, a cotação média desse padrão acumulou alta de 10,05% sobre a média de agosto.
Nos lotes intermediários, de notas 8,0 e 8,5, o indicador registrou alta de 7,17% em Sorriso (MT) e avanços próximos de 7% em Itapeva (SP) e São José do Rio Preto/Ribeirão Preto (SP). No Leste Goiano, a menor absorção pelos compradores limitou a alta a 0,37%. Na parcial de setembro até o dia 24, a cotação média desses grãos ficou 10,78% acima da registrada em agosto.
No feijão-preto tipo 1, as valorizações foram mais expressivas. Na Metade Sul do Paraná, as cotações subiram 6,70% entre 17 e 24 de setembro. Nas demais regiões acompanhadas pelo Cepea, as altas superaram 10%, chegando a 13,15% em Itapeva (SP). Com isso, a média de setembro até o dia 24 ficou 8,24% acima da observada em agosto.
As atenções no campo se voltam para a safra 2026/2027. No Paraná, a área da primeira safra está estimada em 88,3 mil hectares, queda de 13,6% em relação ao ciclo anterior. A produção deve recuar 7,6%, para 177,7 mil toneladas. A semeadura alcançava 18% da área até 21 de setembro, ante 28% no mesmo período de 2025. O mercado também acompanha os possíveis efeitos das chuvas sobre as lavouras no Sudoeste Paulista e os volumes remanescentes da terceira safra no Cerrado.
Segundo o boletim, a oferta restrita segue dando sustentação às cotações no curto prazo. Ao mesmo tempo, a cautela dos compradores e o ritmo das negociações permanecem no radar do mercado, junto com o desenvolvimento da nova safra.
Fonte: cnabrasil.org.br