O mercado físico do boi gordo encerra a semana mantendo perspectiva de alta, sustentado pela oferta restrita de animais e pelas escalas de abate apertadas, que permanecem concentradas entre cinco e sete dias úteis.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a necessidade de recomposição das programações continua favorecendo reajustes nas principais regiões produtoras.
“Até mesmo os frigoríficos de maior porte passaram a elevar suas indicações de compra, apesar de ainda trabalharem com valores distintos daqueles praticados pelas unidades menores”, diz.
Ele ressalta que em determinadas praças, os frigoríficos de menor porte continuam operando com referências mais altas, ainda enfrentando maior urgência para adquirir boiadas. “Esse ambiente mantém o viés altista para a arroba no curto prazo”, afirma.
Preços médios do boi gordo
- São Paulo: R$ 369,00 — ontem: R$ 366,42
- Goiás: R$ 356,25 — ontem: R$ 353,57
- Minas Gerais: R$ 361,79 — ontem: R$ 360,29
- Mato Grosso do Sul: R$ 360,68 — ontem: R$ 358,30
- Mato Grosso: R$ 342,91 — ontem: R$ 341,62
Mercado atacadista
O mercado atacadista de carne bovina opera com preços inalterados nesta sexta-feira. O início do mês e a entrada dos salários na economia podem favorecer a reposição entre o atacado e o varejo, mas o potencial de valorização continua limitado pela maior competitividade das proteínas concorrentes.
“A carne de frango, os cortes suínos e os ovos permanecem como alternativas mais acessíveis, especialmente para os consumidores de menor poder aquisitivo”, pontuou Iglesias.
- Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo
- Quarto traseiro: R$ 28,00 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,2166 para venda e a R$ 5,2146 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1956 e a máxima de R$ 5,2391. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,61% ante o real.