*José Luiz Tejon
Uma ação importante no setor da proteína animal está em desenvolvimento no Brasil e também no mundo. Exemplos nacionais marcantes como da Sra Maria Antonieta, líder do setor lácteo, diretora da Abraleite, onde na sua propriedade os dejetos da atividade leiteira são processados num biodigestor, transformados em biofertilizantes, biometano, bioeletricidade e tudo isso utilizado nas suas lavouras de café com ótimo resultado.
Da mesma forma na Cooperativa Primato, de Toledo no Paraná, um investimento em “bioplantas”, ao lado da MWM, marca da Tupy, permite oferecer biofertilizantes aos agricultores, onde além da economia circular e da abertura dessa região para o mercado de carbono, isso se transforma numa fonte adicional de receita para a cooperativa, além de aumentar a segurança da disponibilidade e do acesso a ótimos fertilizantes.
Também assistimos essas iniciativas no Salão de Agricultura de Paris, com diversas palestras num “mundo bio” reunindo grandes marcas de alimentos a agricultura e pecuária regenerativas onde passa a ser uma tendência inexorável os dejetos, os resíduos, o “lixo” ser transformado em saúde e também melhorando a rentabilidade da atividade agropecuária.
Alunos internacionais do MBA com dupla diplomação na França da Audencia Business School e no Brasil a FECAP, FAM – Food & Agribusiness Management, na sua passagem por São Paulo visitaram a indústria e a área de descarbonização da MWM, marca da Tupy, uma empresa hoje voltada para o desenvolvimento de biodigestores, instalações e a construção de bioplantas que permitem produzir biofertilizantes, e biometano para a movimentação de veículos e máquinas, e bioeletricidade para aumentar a segurança da energia elétrica da propriedade e também exportar o excesso em áreas onde esses acordos já possam ser realizados.
Mas acima e além de tudo, quando olhamos pelo ponto de vista de marketing da atividade da proteína animal, vamos compreendendo que a carne do futuro terá além das práticas inovadoras que já estão à disposição e sendo realizadas no Brasil ao longo de toda cadeia produtiva desde a genética até a industrialização e chegada nos pontos de consumo e de vendas como os supermercados, precisaremos intensamente dessa visão “clean”. Um ciclo de vida de produto de ponta a ponta totalmente saudável. Saúde passa a ser o sinônimo do alimento e doravante isso está no conceito “one planet one health”. Transformar dejetos, resíduos, e os incômodos dos odores, além de uso de parte importante dos produtores nas suas propriedades com lagoas de dejetos não terá mais lugar no futuro.
Os alunos internacionais de vários continentes nesta visita acima saíram muito impressionados com as realidades brasileiras em evolução neste contexto bioenergética, biogás e ambiental da proteína animal.
Em visita a Savencia, queijos Polenghy recém adquiriram a Quata, da mesma forma a sustentabilidade e o biogás cada vez mais integrados na gestão e na avaliação da performance da empresa e dos seus executivos.
Agradecemos a MWM, marca da Tupy, pela recepção, visita e extraordinária aula.
*José Luiz Tejon é doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai, mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie, jornalista e publicitário, com especializações em Harvard, MIT e PACE/USA e Insead na França. Colunista da Rádio Eldorado e Estadão On-line, autor e coautor de 37 livros. Coordenador acadêmico de Master Science Food & Agribusiness Management pela Audencia em Nantes/França e FECAP/Brasil. Sócio Diretor da Biomarketing e da TCA International. Vice-presidente da Fundação Brasileira de Marketing (FBM) e da ADVB – Fundação Brasileira de Marketing e Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. Profissional Head Agro Anefac. Prêmio Personalidade Agro ABAG 2023. Ex-diretor do Grupo Estadão, da Agroceres e da Jacto S/A.