A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgada nesta segunda-feira (1º), indica temperaturas acima da média histórica em todas as regiões do Brasil ao longo de junho. O prognóstico também aponta chuva acima da média em áreas do Norte, do Nordeste e do Sul, enquanto partes do Sudeste e do Paraná devem registrar volumes dentro da normalidade ou abaixo dela.
Segundo o Inmet, o calor deve predominar em grande parte do país, com maior destaque para a porção central do território. No Sudeste, as temperaturas devem ficar acima da média em todos os estados, com desvios de até 1,5°C no norte de Minas Gerais e no oeste de São Paulo.
Na Região Sul, a previsão é de temperaturas até 1°C acima da climatologia em todos os estados. Em áreas do norte do Paraná e do extremo oeste de Santa Catarina, o aumento pode chegar a 1,5°C. Para o Centro-Oeste, o instituto projeta temperaturas médias até 1°C acima do padrão mensal, com desvios de até 1,5°C no leste de Goiás, no noroeste e sudoeste de Mato Grosso e em grande parte de Mato Grosso do Sul.
No Norte, a previsão indica temperaturas acima da média em até 1°C, com exceções no extremo noroeste do Pará, centro-sul de Roraima e centro-norte de Rondônia, onde os valores devem ficar próximos da média. No Nordeste, o aquecimento deve atingir principalmente áreas do Matopiba, além de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, também com anomalias de até 1°C.
Em relação às chuvas, o Inmet prevê volumes acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul, em grande parte do Pará, no Amapá e em áreas do Amazonas, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Já o sul de Minas Gerais, grande parte de São Paulo, boa parte do Paraná e o nordeste de Santa Catarina devem ter precipitação próxima da média ou abaixo dela.
O cenário climático serve de referência para o planejamento das atividades agropecuárias, especialmente em regiões com colheita, plantio de inverno, formação de pastagens e operações logísticas dependentes de chuva e temperatura.
Como a previsão é mensal e regionalizada, o acompanhamento de atualizações de curto prazo segue necessário para decisões operacionais no campo. O Inmet não detalhou, neste prognóstico, volumes em milímetros por localidade nem impactos produtivos específicos por cultura.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br