Falta cerca de um mês para a Abertura Nacional do Plantio de Soja 2026/27. E você sabe como é o local que vai receber um dos principais eventos de abertura da safra de soja do país? A Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT), será palco do evento no dia 17 de setembro, às 8h, no horário de Mato Grosso.
Mas como começou a história da propriedade? Quando ela foi adquirida? Como a produção evoluiu ao longo dos anos? E quais tecnologias são utilizadas atualmente? A Fazenda Horizontina foi adquirida em 2009, inicialmente com o objetivo de ampliar o cultivo de algodão em segunda safra. Desde então, a propriedade passou por mudanças e incorporou novas tecnologias e estratégias de manejo para aumentar a eficiência da produção.
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A origem do nome Horizontina
O nome da propriedade também tem uma ligação direta com a história da família. Segundo os responsáveis pela fazenda, Horizontina faz referência ao local de nascimento do patriarca da família, Ilo Pozzobon. A propriedade carrega, assim, não apenas uma identidade ligada à atividade agrícola, mas também parte da trajetória da família que está à frente do negócio.
Produtividade acima de 65 sacas
Hoje, a Fazenda Horizontina alcança médias de produtividade de soja superiores a 65 sacas por hectare. Para chegar a esses resultados, a propriedade vem adotando novas tecnologias e práticas de manejo, entre elas estratégias de agricultura regenerativa, tecnologias de aplicação localizada de defensivos e ferramentas de agricultura de precisão.
A fazenda também utiliza telemetria nas máquinas e imagens de NDVI na gestão operacional das atividades. Essas ferramentas permitem acompanhar melhor o desenvolvimento das lavouras, identificar diferenças dentro dos talhões e tomar decisões mais precisas, buscando otimizar o uso dos recursos e melhorar o desempenho das operações.
Os desafios da produção
Produzir soja também significa lidar com uma série de desafios, que vão desde os fatores climáticos até os custos de produção e as condições do mercado. Segundo Fernando Pozzobon, Diretor de Negócios da Fazenda Horizontina, o clima continua sendo um dos principais fatores de risco para quem trabalha com agricultura, justamente pela dificuldade de controlar as condições que determinam parte importante do resultado da lavoura.
“Produzimos a céu aberto e, por não termos controle sobre o clima, acredito ser este o maior desafio em termos de produção”, afirma Fernando. Para ele, porém, existe um desafio ainda maior para quem administra uma propriedade rural: garantir a sustentabilidade econômica da atividade ao longo do tempo, conciliando produtividade, custos e retorno.
“Como gestores, temos um desafio muito maior a ser considerado, que é a sustentabilidade econômica da atividade. Precisamos produzir mais, com menos”, aponta Fernando. Segundo ele, o caminho passa pela otimização dos recursos utilizados na produção, levando em consideração não apenas os aspectos técnicos da lavoura, mas também as variáveis ambientais e as condições do mercado.
“Precisamos otimizar todos os recursos empregados, considerando as variáveis ambientais e mercadológicas, para extrairmos o máximo de retorno”, afirma Fernando. A estratégia, portanto, busca aumentar a eficiência da propriedade sem deixar de considerar os fatores que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.
O que a Fazenda Horizontina quer mostrar na abertura da safra?
Sediar a Abertura Nacional do Plantio de Soja 2026/27 representa, para a Fazenda Horizontina, um reconhecimento ao trabalho desenvolvido na propriedade. Segundo eleXXX, o evento também gera expectativa entre os moradores de Ipiranga do Norte, já que será uma oportunidade para apresentar a força e o potencial produtivo da região a produtores, empresas e representantes do setor.
“Para nós, representa o reconhecimento de que fazemos algo relevante. E isso gera uma expectativa em toda a sociedade de Ipiranga do Norte, pois será um momento em que esta cidade terá a oportunidade de demonstrar todo o potencial da região para atrair investimentos”, afirma. A expectativa é que a abertura da safra também ajude a mostrar as diferentes possibilidades de desenvolvimento da agricultura e da cadeia produtiva no município.
E a Fazenda Horizontina pretende mostrar aos produtores de todo o país um projeto que vai além da produção de grãos. A propriedade trabalha na implantação de uma economia circular, integrando as culturas de soja, milho e algodão à agroindustrialização, com o objetivo de aproveitar diferentes etapas da cadeia produtiva dentro da própria fazenda.
“Mostraremos aos presentes a implantação de uma economia circular com as culturas da soja, milho e algodão, juntamente com a agroindustrialização”, pontua o diretor. Na prática, a proposta busca transformar a produção vegetal em proteína animal e aproveitar os resíduos gerados ao longo do processo, ampliando o aproveitamento dos recursos disponíveis na propriedade.
“Transformamos dejetos em energia e fertilizantes para os campos de produção”, explica. Dessa forma, o modelo busca reduzir desperdícios, reaproveitar subprodutos e aumentar a eficiência do sistema produtivo, conectando diferentes atividades dentro da própria propriedade.
Agricultura e serviços ambientais
Outro ponto que a Fazenda Horizontina pretende destacar é o papel do produtor rural na prestação de serviços ambientais. Para Fernando, esses benefícios precisam ser mais reconhecidos pela sociedade, considerando a contribuição da atividade agrícola para o meio ambiente e para o equilíbrio dos sistemas produtivos.
“O agricultor deveria ser reconhecido pelos serviços ambientais que presta à sociedade, seja pela captura de carbono, seja pela filtragem da água pela evapotranspiração das plantas cultivadas”, afirma Fernando. Na avaliação dele, reconhecer essas funções também faz parte de uma discussão mais ampla sobre o futuro da produção agropecuária e a relação entre agricultura, meio ambiente e sustentabilidade.
Assim, a Fazenda Horizontina chega à Abertura Nacional do Plantio de Soja 2026/27 como o local que receberá o evento, mas, também, como um exemplo de como produção, tecnologia, eficiência, sustentabilidade e agroindustrialização podem caminhar juntas. A propriedade pretende apresentar aos produtores de todo o país um modelo que busca produzir mais, aproveitar melhor os recursos e agregar valor dentro da própria cadeia produtiva.