Cerimônia religiosa foi presidida por padre Alex Barbosa, dos Arautos do Evangelho
Nesta segunda-feira (15), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) celebrou os 23 anos da Capela Sagrada Família em sua sede, no Centro de São Paulo. O evento contou com transmissão ao vivo para a rede de Sindicatos Rurais da entidade.
Para Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar, a cerimônia é a renovação da fé cristã celebrada junto dos presidentes dos sindicatos rurais, produtores e colaboradores e simboliza o cuidado com o próximo.
“Celebrar a nossa fé ao lado daqueles que constroem nossa história todos os dias é um privilégio. Que os valores da fraternidade e do amor ao próximo continuem sendo o alicerce que sustenta a nossa equipe e ilumina as nossas decisões cotidianas.”
Inaugurada oficialmente em 9 de junho de 2003, à época a cerimônia contou com a presença de várias autoridades e foi conduzida pelo Cardeal Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Dom Cláudio Hummes (1934-2022).
Naquele ano e sob a liderança de João Paulo II (1920-2005), o tema central da Igreja Católica Apostólica Romana, foi a Eucaristia. Ao celebrar a primeira missa da Capela, Dom Cláudio Hummes recordou as palavras do Pontífice.
“Do mistério pascal nasce a Igreja. Por isso mesmo a Eucaristia, que é o sacramento por excelência do mistério pascal, está colocada no centro da vida eclesial. Isto é visível desde as primeiras imagens da Igreja que nos estão nos Atos dos Apóstolos.”
Vinte e três anos depois, o padre Alex Brito, dos Arautos do Evangelho, renovou a celebração evocando temas perenes como a inveja e a ilusão da felicidade perfeita; a lei do perdão e “investimento” no perdão.
Durante a homilia, o sacerdote alertou que o ser humano é um eterno atormentado pelo que lhe falta, em vez de agradecer o que tem. E complementou descrevendo que a nossa felicidade não pode ser construída em cima da miséria ou da tristeza dos outros.
Ao final de sua exposição tratou do tema “oferecer a outra face” onde esclareceu aos presentes que perdoar e ceder é como um investimento. Às vezes é necessário “perder” para ganhar adiante, em nome do bem comum.
E finalizou dizendo “Se querem ter as mãos cheias, é preciso esvaziá-las primeiro”, em referência a desapegar-se do egoísmo e do rancor para receber coisas boas.
Na ocasião, o presidente da Faesp, Fábio de Salles Meirelles, enfatizou que uma das maiores virtudes e marcas do homem do campo é sua fé em Deus e no trabalho.
MENSAGEM DO PRESIDENTE EMÉRITO DO SISTEMA FAESP/SENAR
“Guardar tradições do homem do campo como fazemos hoje é manter a fé viva nos princípios fundamentais da Igreja Católica Apostólica Romana, templo eterno da aliança entre Deus e o seu povo, revivido há mais de 2000 anos por Jesus Cristo, o nazareno, filho de Deus feito homem.”
AUTORIDADES PRESENTES
A cerimônia contou com a presença da primeira-dama da cidade de São Paulo, Regina Nunes, a vereadora Sonaira Fernandes, o sócio-fundador do Instituto Hondatar, Hecio Honda, o ex-secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena, o diretor técnico licenciado do Sebrae-SP, Marco Vinholi, o assessor da presidência do Conselho do Sebrae-SP, Renato Fonseca, e o coordenador do Fórum Paulista do Agronegócio, Jacyr Costa Filho.
Juliana Farah, Adriana Menezes e Otavio Camarotti Junior, respectivamente, presidentes dos Sindicatos Rurais de Mineiros do Tietê, Itu e Tambau também acompanharam a celebração na Capela Sagrada Família.