Como ficaram os preços de soja na última sexta-feira de junho? Mercado se volta aos números do USDA

Por: Rogério Cabral

O mercado brasileiro de soja encerrou a sexta-feira (26) com pouca movimentação e cotações praticamente estáveis. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, produtores e compradores adotaram uma postura cautelosa diante da expectativa pelos relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Enquanto a Bolsa de Chicago e o dólar registraram leves quedas, os prêmios de exportação permaneceram em patamares elevados, ajudando a sustentar os preços no mercado brasileiro.

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De acordo com Silveira, os produtores permaneceram afastados das negociações, enquanto os compradores também demonstraram pouco interesse em fechar novos negócios. O analista destaca que a expectativa pelos números do USDA reduziu o ritmo das negociações ao longo do dia.

Apesar da baixa liquidez, Silveira observa que algumas negociações ocorreram em Goiás, onde lotes maiores chegaram a ser comercializados.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 130,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 125,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 117,00 para R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 136,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o pregão com leves perdas, reduzindo parte dos ganhos acumulados ao longo da semana.

A principal pressão veio da forte queda do petróleo, favorecida pelo aumento do fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, movimento que provocou realização de lucros após a forte alta registrada no pregão anterior.

Além disso, o mercado segue acompanhando a demanda chinesa pela soja norte-americana e as condições de desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.

Os investidores também ajustam suas posições antes da divulgação dos relatórios do USDA, marcada para terça-feira (30). O departamento apresentará os dados de área plantada da safra 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos na posição de 1º de junho.

USDA

A expectativa do mercado é que o USDA indique uma área plantada de 85,37 milhões de acres, acima dos 84,7 milhões de acres projetados na intenção de plantio divulgada em março e superior aos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.

Para os estoques trimestrais, a estimativa é de 1,051 bilhão de bushels em 1º de junho. Em 1º de março, os estoques eram de 2,105 bilhões de bushels, enquanto no mesmo período do ano passado totalizavam 1,008 bilhão de bushels.

Contratos futuros de soja

No fechamento da sessão, os contratos da soja para julho recuaram 1,25 centavo de dólar (0,11%), encerrando a US$ 11,26 3/4 por bushel. O vencimento agosto caiu 0,50 centavo (0,04%), para US$ 11,36 1/2 por bushel.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho recuou US$ 1,20 (0,38%), fechando a US$ 307,00 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em julho avançou 0,49 centavo de dólar (0,69%), encerrando a 71,30 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,1674 para venda e a R$ 5,1654 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1559 e a máxima de R$ 5,1879. Na semana, a valorização foi de 0,07%.