Cafeicultura impulsiona a economia regional e centraliza atenções na Expo Garça, afirma presidente do Sindicato Rural de Garça, José Estevão Giacomini

Por: Rogério Cabral

O principal produto agrícola do município mobiliza investimentos e reúne produtores rurais em feira tecnológica após um hiato de nove anos

O presidente do Sindicato Rural de Garça, José Estevão Giacomini, destacou a relevância econômica da cafeicultura local durante a retomada da Expo Garça, realizada no Parque Jayme Nogueira Miranda. O estande da organização figurou entre os espaços mais movimentados do evento, servindo como plataforma para a exposição de cafés finos produzidos na região, situada a 35 quilômetros de Marília.

A iniciativa buscou integrar a comunidade produtiva e restabelecer o município como um polo de referência no mercado estadual de grãos diferenciados. “A importância de uma festa dessa, de uma exposição dessa, é enorme. Nós ficamos 9 anos sem ter uma exposição e ficou ‘meio esquecido’ a divulgação de café que nós temos aqui”, comentou.

A feira agropecuária serviu como oportunidade para comprovar a relevância da Indicação Geográfica (IG) da cafeicultura de Garça, um selo de procedência que abrange um circuito composto por 14 municípios vizinhos. No pavilhão institucional, os visitantes receberam orientações técnicas sobre a certificação e participaram de sessões de degustação de 12 variedades de cafés especiais que alcançaram pontuações superiores a 80 pontos na escala gourmet.

A estratégia visa valorizar o trabalho dos produtores associados e expandir o reconhecimento do território produtivo no cenário nacional. “E para a cafeicultura, nós temos o ‘IG’, a Indicação Geográfica, agora no sindicato, então nós precisamos divulgar esse IG. Esse IG é 14, é Garça mais a região, são 14 cidades”, complementou.

 

De acordo com os dados apresentados pela liderança setorial, a atividade cafeeira permanece como o principal componente do Produto Interno Bruto municipal, superando os setores de comércio e a indústria de alta tecnologia instalada na cidade. O volume produtivo médio da região atinge a marca de 600 mil sacas anuais, gerando um faturamento expressivo que circula no comércio local a partir da cotação atualizada do grão, avaliada em 1.500 reais a unidade. “Apesar de todas as indústrias de ponta que nós temos, comércio, o que mais dá PIB na cidade de Garça é o café. Então é muito dinheiro, não é pouco não, o Garça movimenta muito dinheiro”, explicou o presidente do Sindicato Rural de Garça, Giacomini.

Faesp Senar, sempre presentes em Garça

O suporte técnico fornecido aos cafeicultores locais decorre de uma cooperação contínua com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, a Faesp, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o Senar. A aliança viabiliza a execução de mais de 200 treinamentos de capacitação profissional gratuitos na região, cobrindo desde a gestão da lavoura até o custeio de insumos e alimentação dos alunos.

A programação institucional do evento contou também com a supervisão e o planejamento logístico prévio de diretores das entidades estaduais. “Nós temos mais de 200 cursos que são pagos totalmente de graça, até alimentação, todos pagos pelo Sindicato Rural através da Faesp Senar”, considerou o presidente Giacomini.