O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos em grande parte do país, com os frigoríficos ainda encontrando dificuldades na composição de suas escalas de abate.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a programação da indústria atende entre quatro e sete dias úteis na média nacional.
“Durante a semana houve mais notícias de férias coletivas em diferentes estados brasileiros. Nesta quinta-feira, o mercado futuro também repercutiu a tarifação de 12,5% que deve ser imposta pelos Estados Unidos a diversos países, o que deve incluir a carne bovina nesse pacote.”
Além disso, o especialista lembra que o mercado ainda acompanha com proximidade as questões envolvendo o esgotamento precoce das cotas de exportação que foram disponibilizadas ao Brasil pela China.
Preços do boi gordo
- São Paulo: R$ 343,50 — ontem: R$ 343
- Goiás: R$ 325,36 — ontem: R$ 321,79
- Minas Gerais: R$ 320,29 — ontem: R$ 319,41
- Mato Grosso do Sul: R$ 332,39 — ontem: R$ 331,93
- Mato Grosso: R$ 320,74 — ontem: R$ 321,62
Mercado atacadista
O mercado atacadista se depara com recuperação dos patamares. Em meio à escalada dos preços do boi gordo, a indústria tenta reajustar os valores da carne para manter as margens operacionais da atividade.
“A demanda doméstica apresenta evidentes limitações para absorver altas ainda mais expressivas da carne bovina, ainda mais em um ambiente de preços altamente competitivos das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que tende a receber a predileção entre as classes C, D e E”, detalha Iglesias.
- Quarto traseiro: R$ 26,50 por quilo, alta de R$ 1,00
- Quarto dianteiro: R$ 20 por quilo, alta de R$ 1,00
- Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo, alta de R$ 1,00