Após atingir menor preço em 11 semanas, soja sobe em Chicago

Por: Rogério Cabral

Os preços da soja registram alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira (5), interrompendo uma sequência de oito pregões consecutivos de queda. O movimento é impulsionado pela valorização do petróleo em Nova York, que favorece uma recuperação técnica das cotações da oleaginosa.

Por volta das 8h56 (horário de Brasília), os contratos futuros com vencimento em janeiro eram negociados a US$ 12,0625 por bushel, avanço de 4 centavos de dólar, equivalente a 0,33%, em relação ao fechamento anterior.

Segundo a Safras News, a recuperação ocorre após os contratos acumularem perdas expressivas nas últimas sessões, pressionados pelo avanço da colheita norte-americana e por uma demanda chinesa abaixo das expectativas.

Soja atingiu menor preço em 11 semanas

Na quarta-feira (4), os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa, atingindo os menores patamares em 11 semanas.

A posição janeiro fechou cotada a US$ 12,0225 por bushel, recuo de 11,75 centavos de dólar, ou 0,96%.

Já os contratos com vencimento em março terminaram a sessão a US$ 12,1025 por bushel, queda de 10,50 centavos de dólar, equivalente a 0,86%.

Além da desvalorização do petróleo, o cenário de oferta e demanda contribuiu para pressionar as cotações.

Safra recorde nos EUA e demanda chinesa pressionam preços

O avanço da colheita de soja nos Estados Unidos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o mercado internacional.

Os produtores norte-americanos estão colocando no mercado a maior safra da história, ampliando a disponibilidade do grão e limitando uma recuperação mais consistente dos preços.

Do lado da demanda, as compras chinesas seguem abaixo das expectativas dos agentes do mercado. Apesar das vendas recentes, o ritmo de aquisição pela China ainda não foi suficiente para compensar a pressão exercida pela oferta elevada.

Nesse cenário, a valorização do petróleo favorece uma reação das cotações nesta quinta-feira, mas os fundamentos de oferta e demanda continuam pesando sobre o mercado da soja em Chicago.