*José Luiz Tejon
Seja quem for o presidente carecemos de um plano estratégico de estado urgente! Com metas alcançáveis do PIB nacional nos próximos 12 anos, onde o crescimento do país faça jus ao seu tamanho e potencialidades.
E no agronegócio o plano estratégico para dobrarmos de tamanho e com essa legítima competência termos impactos fortes em toda sociedade brasileira.
Senhor presidente, o senhor está recebendo o Brasil com cerca de US$ 2,6 trilhões de PIB, com quanto quer entregar ao fim do seu mandato? No agro o Sr. tem cerca de US$ 600 bi na soma das cadeias produtivas. Qual sua meta de entrega quantificável ao final do seu mandato?
Teremos um plano de 40 anos em 4?
Está na hora da sociedade civil organizada, reunindo público e privado, assumirem a orquestra do Brasil, caso contrário não tem ordem e progresso e não dá música boa: sinfonia vira cacofonia.
Aplaudo a iniciativa da Associação Brasileira de Agronegócio (Abag) e de seu presidente, Ingo Plöger.
Veja tópicos principais do artigo do presidente da Abag:
Voto – Não representa apenas o direito de escolher governantes, é a transferência temporária do poder de decidir os rumos do país.
Brasil 2027 – O presidente eleito receberá a responsabilidade de liderar uma sociedade profundamente diversa, marcada por enormes potencialidades, mas também por divisões que vêm comprometendo a confiança nas instituições e dificultando a construção de consensos necessários ao desenvolvimento do país.
3 Poderes – A Constituição Federal de 1988 estabeleceu, em seu artigo 2º, que os Poderes da União — Legislativo, Executivo e Judiciário — são independentes e harmônicos entre si. Esse equilíbrio é um dos fundamentos da democracia, porém, hoje não podemos ignorar as tensões institucionais que colocam esse princípio à prova.
Polarização – A divisão brasileira ultrapassa as disputas políticas e ideológicas, alcança instituições, organizações, grupos sociais e, muitas vezes, o próprio ambiente familiar. Divergir é legítimo e necessário em uma democracia. O que não podemos aceitar como normal é que a polarização comprometa a confiança nas instituições e nos impeça de construir aquilo que é maior do que nossas diferenças: um projeto de país.
Respeito ao resultado das urnas – A sociedade brasileira precisa de mais do que uma gestão honesta e competente do próximo presidente. Precisa de liderança capaz de construir pontes, dialogar com diferentes setores e conduzir transformações que ultrapassem os limites de um governo ou de um partido e também deixar para trás a lógica dos privilégios e avançar na construção de uma verdadeira Nação de Oportunidades.
Projeto de Nação – O Brasil precisa reformas estruturais, responsabilidade fiscal, eficiência do Estado, fortalecimento das instituições, modernização política e partidária, aprimoramento da Justiça e um ambiente favorável ao empreendedorismo responsável, à inovação, aos investimentos e à geração de empregos.
Pacto pelo Brasil Nação – O novo presidente precisa fazer um pacto que reúna diferentes visões e competências para construir uma agenda nacional de longo prazo, com prioridades claras para o desenvolvimento econômico e social, a educação, a saúde, a segurança, a sustentabilidade, a inovação, a competitividade e a geração de oportunidades.
Agenda do futuro – Precisamos de uma agenda que não comece nem termine em uma eleição. Que seja capaz de atravessar governos e ciclos políticos e que estabeleça compromissos permanentes com o futuro do país. O Brasil tem recursos naturais, talentos, diversidade, capacidade empreendedora e uma posição estratégica no mundo. Temos condições concretas de construir uma Nação ainda mais próspera, competitiva e justa. O que falta não é potencial e transformar nossas potencialidades em um projeto comum.
Acesse o artigo completo do presidente da Abag, Ingo Plöger aqui: https://abag.com.br/o-poder-do-voto-exige-do-presidente-eleito-um-projeto-de-nacao/
*José Luiz Tejon é doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai, mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie, jornalista e publicitário, com especializações em Harvard, MIT e PACE/USA e Insead na França. Colunista de várias rádios do Brasil, TVs, jornais, revistas, mídias sociais, autor e coautor de 37 livros. Coordenador acadêmico de Master Science Food & Agribusiness Management pela Audencia em Nantes/França e FECAP/Brasil. Sócio Diretor da Biomarketing e da TCA International. Vice-presidente da Fundação Brasileira de Marketing (FBM) e da ADVB – Fundação Brasileira de Marketing e Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. Profissional Head Agro Anefac. Prêmio Personalidade Agro ABAG 2023. Ex-diretor do Grupo Estadão, da Agroceres e da Jacto S/A.