Crédito e seguro rural, ATeG, drones e novas tecnologias, exportações com valor agregado e liderança feminina estão entre os grandes debates do dia 2 de Outubro, em São Paulo
Cinco pautas estarão no centro das discussões do Palco Faesp no GAFFFF 2026: 1) como crédito, seguro rural e garantias podem reduzir os riscos de quem produz; 2) o impacto da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) na produtividade e na renda dos pequenos produtores; 3) a chegada dos drones, da capacitação tecnológica e dos Centros de Excelência à realidade das propriedades; 4) os caminhos para o Brasil deixar de exportar apenas matéria-prima e agregar mais valor aos produtos do agro; e 5) o avanço das mulheres na gestão, no empreendedorismo e na liderança rural. Esses temas reunirão especialistas, produtores, representantes do mercado financeiro, empresas, entidades do agro e instituições de pesquisa no Palco Faesp – Pequenos & Médios Produtores, no dia 2 de Outubro, durante o GAFFFF – Global Agribusiness Forum, em São Paulo. O Sistema Faesp/Senar, correalizador do evento, mobilizará cerca de 2 mil pequenos e médios produtores rurais paulistas para participar do festival.
A programação do Palco, no dia 2 de Outubro, começa às 9h15, com “Matriz de Risco no Campo: Sinergia entre Crédito, Seguro Rural e Garantias”, debate que colocará frente a frente diferentes elos envolvidos no financiamento e na proteção da atividade agropecuária. Participam Cláudio Brisolara, gerente técnico do Departamento Econômico da Faesp; Manoel Pereira de Queiroz, engenheiro agronômico e sócio da Mapa Capital; Simonia Sabadin, da Coopercitrus; Pedro Loyola e Guilherme Bastos, da FGV Agro; Marcelo Pimenta, da Serasa Experian; Daniel Nascimento, da BB Seguradora; e Alberto Marinhago, diretor de Agronegócios do Banco do Brasil. Às 11h, a pauta passa para a realidade dentro da porteira, com “Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e sua importância para o pequeno produtor rural”. Ingryd Lanna, coordenadora da ATeG do Senar-SP, estará entre os participantes ao lado de técnicos, supervisores e produtores ligados ao programa. Crédito, seguro rural e ATeG estão entre os temas estratégicos escolhidos pela Faesp para discutir produtividade, rentabilidade e competitividade dos pequenos e médios produtores.
A partir das 12h, tecnologia e mercado internacional ampliam o debate. O painel “Do Drone aos Centros de Excelência: Capacitação e Tecnologia para o Agro do Futuro” terá representantes do Senar, Embrapa Instrumentação, Sindag, CNA e profissionais ligados à operação de drones, discutindo como novas ferramentas podem chegar efetivamente às propriedades. Entre os participantes estão o gerente de Tecnologia do Senar-SP, Alexandre Capelli; a diretora-adjunta de educação formal e infraestrutura do Senar nacional, Maria Cristina Ferreira; a pilota de drone há 12 anos, Raffaela Moyses; o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Lúcio André de Castro Jorge; Cláudio Júnior Oliveira, do Sindag; Vicente Cornargo, da Ipanema; e o diretor técnico da Confederação da Agfricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Bruno Lucci. Às 13h, “Como Adicionar Valor às Exportações do Agro Brasileiro” reúne Fernanda Carneiro, da CNA; Monnike Garcia; Eduardo Brandão, da Abrafrutas; Roberto Perosa, da Abiec; Marcos Mattos, da Cecafé; Marcia Nejain, da ApexBrasil/Escritório Sudeste; e Augusto Billi, da Secretaria de Relações Internacionais do MAPA. O painel abre espaço para discutir um desafio estratégico: ampliar a participação de produtos de maior valor agregado nas exportações brasileiras.
Às 15h, o protagonismo das mulheres ganha o palco com “As Semeadoras do Agro: Transformação, Gestão e Liderança Feminina no Campo”. O painel terá Juliana Farah, presidente do Sindicato Rural de Mineiros do Tietê e da Comissão Semeadoras do Agro da Faesp; Elisângela Aparecida Andrade de Carvalho Barros, presidente do Sindicato Rural de Caiuá; Verônica Thais da Silva Lima, do Sebrae Delas; Ana Eliza Angelieri, da ONG Orientavida; Carina Ayres, presidente do Sindicato Rural de Mendonça; e Nina Plöger, presidente da Forbes Mulheres do Agro. As Semeadoras também terão espaço próprio no festival com ações de prevenção à saúde, incluindo aferições de pressão arterial, glicemia e bioimpedância. A proposta é mostrar como liderança, empreendedorismo, gestão e cuidado com as pessoas fazem parte de uma mesma estratégia de desenvolvimento rural.
A programação temática termina, das 16h às 17h, com “Turismo Rural e a Diversificação da Produção”, reunindo Teodoro Miranda Neto, coordenador da Formação Profissional Rural do Senar-SP; Giane Santos, do Parque Tecnológico de São José dos Campos; Cintia Tomie Suguino, especialista em turismo e hotelaria e instrutora do Senar-SP; Marcela Moro, do Circuito das Frutas; e Carlos Alberto Leal Rodrigues, consultor e instrutor de Turismo Rural.
Para o presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, que irá mediar um painel sobre “terroir”, no palco principal, o conjunto dos debates tem como objetivo aproximar conhecimento e soluções de quem toma decisões diariamente nas propriedades. “Queremos que o produtor saia do GAFFFF com novas ideias, contatos, informações e soluções que possam ser levadas para dentro da propriedade. É essa conexão entre conhecimento e realidade que transforma o campo, gera oportunidades e garante um agro mais competitivo, sustentável e rentável”, afirma.
PRODUTORES
Dentre os produtores que estarão presentes podemos destacar:
- Queijaria Bonanni — Itu (SP). Queijaria artesanal criada por Fernanda e Rodrigo Bonanni, com produção de queijos frescos e maturados, manteiga, requeijão, doce de leite e derivados;
- Cachaça Altarugio — Ipeúna (SP). Cachaça artesanal com tradição declarada desde 1919, produzida em alambique de cobre e com rótulos Prata e Ouro; conquistou medalhas no Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista em 2024 e 2025.
- Elied Queijaria — Urupês (SP). Nascida da parceria de Eder Duarte e Eliete Roman, produz queijos artesanais como Bambu e Nevoeiro, premiados nacionalmente. Integra a Rota do Queijo Paulista e associa produção artesanal, degustação e turismo rural.
- Casmar Nature — Taquaritinga (SP). Instalada em Guariroba, distrito de Taquaritinga, a empresa nasceu em 2015 e transforma frutas em doces, polpas, purês, concentrados e outros alimentos. Tem forte ligação com a goiaba produzida na região e também desenvolve produtos para outras marcas.
- Unapele Couros — Ibirarema (SP). Empreendimento voltado à confecção e ao trabalho com peças de vestuário, tendo o couro como elemento central da identidade da marca. A empresa foi formalizada em 2023 e mantém sede em Ibirarema.
- J&D Cipó Artes — Botucatu (SP). Negócio ligado ao artesanato e à produção manual, identificado entre os empreendimentos artesanais de Botucatu. A marca reforça a valorização do trabalho feito à mão e da economia criativa local.
- Alambique Pioneira — Socorro (SP). Produtor artesanal de cachaças e derivados da cana, como licores, melado, açúcar mascavo e rapadura, com trajetória ligada à família de João Evangelista. Integra as Rotas da Cachaça de São Paulo e acumula premiações estaduais.
- Cachaça Toca da Coruja — Capão Bonito (SP). Produzida na Fazenda Toca da Coruja, tem origem no projeto iniciado por Jurandir Peraro Mochiutti e utiliza fermentação natural e destilação em alambique de cobre. A marca trabalha diferentes madeiras e rótulos artesanais.
- Cachaça Don Fernandes — São Paulo (SP). Marca de cachaças premium criada com foco em produtos de nicho e bebidas envelhecidas, incluindo cachaças em carvalho americano e francês e amburana. A empresa trabalha atualmente com produção terceirizada e tem projeto de estruturar seu próprio alambique.
- Ponto a Ponto Bag — Sales Oliveira (SP). Marca criada pela jovem artesã Lívia, que transformou o crochê aprendido na infância em empreendimento. Produz bolsas artesanais estruturadas e personalizáveis, confeccionadas ponto a ponto e comercializadas para todo o Brasil.
- SôZé Sustainable Cachaça — Batatais (SP). Criada por Laura Vicentini e Rodrigo Spina, a SôZé nasceu do aproveitamento dos resíduos da produção de mudas pré-brotadas de cana. A marca se destaca pelo conceito de economia circular, reaproveitamento de resíduos e produção sustentável.
- Monte Benedicti — Taubaté (SP). Empreendimento familiar de Vanilda Luciene dedicado à apicultura sustentável e orgânica, com produção de mel e derivados. A marca valoriza a Mata Atlântica, a agricultura familiar e a importância ambiental das abelhas e da polinização.
- Vale da Grama — São Sebastião da Grama (SP). Origem produtora de cafés arábica cultivados acima de mil metros de altitude, na Serra da Mantiqueira. O terroir de solos vulcânicos e a maturação lenta favorecem cafés especiais com identidade regional e características sensoriais próprias.
SERVIÇO
Evento: GAFFFF – Global Agribusiness Forum
Data: 1º e 2 de outubro de 2026
Palco Faesp – Pequenos & Médios Produtores: 2 de outubro, a partir das 9h15
Local: Nubank Parque –
End.: Avenida Francisco Matarazzo, 1705 / Rua Palestra Itália, 200 – Água Branca, São Paulo (SP)