Soja sobe nos portos brasileiros, mas produtor segura vendas à espera de preços maiores

Por: Rogério Cabral

O mercado brasileiro de soja apresentou poucas variações nesta quinta-feira (17), com negócios ocorrendo principalmente nos portos, onde os preços tiveram leve melhora. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca, porém, que não foram
indicados grandes volumes negociados.

Os prêmios permaneceram nos mesmos patamares, enquanto as cotações oscilaram entre estáveis e levemente mais altas. No físico, a movimentação continuou limitada.

“O produtor está olhando para um porto que pode chegar a R$ 170,00 por saca”, destaca Silveira. Segundo o analista, essa expectativa de preços ainda mais altos mantém os vendedores cautelosos para negociar o restante dos lotes.

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 154,50.
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 155,50.
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 151,50 para R$ 152,00.
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 147,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 147,00.
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 148,00.
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 162,50 para R$ 163,00.
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 163,00 para R$ 163,50.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira (17). A sessão foi bastante volátil, com as cotações oscilando em uma estreita margem. Do lado positivo, o bom desempenho do farelo e a expectativa favorável em relação à demanda chinesa. A queda do petróleo e um movimento de realização de lucros pressionaram.

A proximidade da reunião da próxima semana entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping manteve as atenções voltadas para a demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse na terça-feira que planejava se reunir com seu homólogo chinês, He Lifeng, neste fim de semana, antes da reunião entre os líderes na próxima semana.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2026/27, com início em 1º de setembro, ficaram em 1.702.000 toneladas na semana encerrada em 10 de setembro. A China liderou as compras, com 875.300 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 900 mil e 2,4 milhões de toneladas.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 0,75 centavo de dólar ou 0,05%, a US$ 13,19 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,37 por bushel, com retração de 0,25 centavo de dólar ou 0,01%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 5,70 ou 1,55% a US$ 371,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,15 centavos de dólar, com perda de 0,52 centavo ou 0,74%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,1393 para venda e a R$ 5,1373 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1253 e a máxima de R$ 5,1773.