Soja tem negociações limitadas no Brasil e fecha com leve alta em Chicago

Por: Rogério Cabral

O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de poucas novidades nesta quarta-feira (16), com liquidez reduzida e negociações restritas às necessidades imediatas. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que os produtores estão atentos à janela de plantio da nova safra e às condições climáticas.

Na Bolsa de Chicago, a sessão apresentou certa volatilidade, mas sem grandes variações nos
preços, com movimentos moderados ao longo do dia. Os prêmios também tiveram poucas alterações.

“No físico, foi mais um dia de negócios da mão para a boca, enquanto os portos mantiveram preços firmes”, destaca Silveira. Segundo o analista, as cotações no físico permaneceram bastante nominais e praticamente estabilizadas.

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,00.
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 156,00 para R$ 155,00.
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,50.
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 147,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 147,00.
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 148,00.
  • Paranaguá (PR): recuou de R$ 163,00 para R$ 162,50.
  • Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 163,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira (16) com preços mais altos para grão e farelo, e cotações mais baixas para óleo. O grão mostrou bastante volatilidade durante o dia, oscilando entre os territórios positivo e negativo.

O sentimento de que o mercado está sobrecomprado, o andamento da colheita nos Estados Unidos e a trégua nas compras por parte da China atuaram como fatores de pressão. Nos últimos negócios, porém, preponderaram as expectativas de novas aquisições chinesas antes de uma reunião entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, que ocorre na próxima semana.

Amanhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga o relatório semanal das exportações do país. Para a soja em grão, analistas esperam vendas líquidas entre 900 mil e 2,4 milhões de toneladas.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com alta de 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,13%, a US$ 13,20 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,37 1/4 por bushel, avanço de 2,00 centavos de dólar por bushel ou 0,14%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com ganho de US$ 0,20 por tonelada ou 0,20%, a US$ 365,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 69,67 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,68 centavo ou 0,96%.