O mercado brasileiro de soja registrou alta dos preços no mercado físico na maioria das praças nesta segunda-feira (10), embora os movimentos tenham sido moderados. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações atuais representam boas oportunidades, mas não houve reporte de grandes volumes negociados ao longo do dia.
Segundo Silveira, o produtor que está capitalizado segue segurando o restante da soja disponível em busca de ofertas melhores. “Os prêmios permanecem em níveis importantes e firmes, enquanto Chicago e o dólar tiveram uma sessão de ganhos, ainda que moderados”, destaca.
O analista explica que a combinação desses fatores contribuiu para a melhora das cotações no mercado físico.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Confira as cotações de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 134,50
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 129,00 para R$ 131,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,50
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 145,00 para R$ 145,50
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em dia volátil e de poucas negociações, os participantes optaram por preparar suas carteiras, aguardando o relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado nesta quarta-feira, 12, às 13h.
A recuperação do petróleo no mercado internacional, com ganhos superiores a 4%, por conta das dúvidas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã, ajudou na recuperação dos contratos.
O Departamento deverá indicar corte nas suas estimativas para safra e estoques de passagem norte-americanos em 2026/27. Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,469 bilhões de bushels. Em julho, a previsão era de 4,475 bilhões.
Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número de 302 milhões de bushels, contra 302 milhões indicados em julho. Para 2025/26, a previsão é de que o Departamento reduza seu número de 330 milhões para 324 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 124,4 milhões de toneladas, subindo frente aos atuais 124,2 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 125,3 milhões para 125,6 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,27%, a US$ 11,79 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,94 3/4 por bushel, com elevação de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,80 ou 0,57%, a US$ 311,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,14 centavos de dólar, com ganho de 1,26 centavo ou 1,85%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,53%, sendo negociado a R$ 5,1113 para venda e a R$ 5,1093 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0832 e a máxima de R$ 5,1197.