Mercado de soja mostra reação tímida em dia de poucos negócios

Por: Rogério Cabral

O mercado brasileiro de soja teve poucas novidades na sessão, com leve recuperação das cotações após os recuos do dia anterior. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, observa que os ganhos em Chicago e o comportamento favorável do dólar contribuíram para uma melhora dos preços, enquanto os prêmios nos portos permaneceram em níveis bastante agressivos.

Silveira destaca que, no mercado físico, as cotações reagiram, mas sem provocar aumento na oferta. “Foram negociados apenas lotes da mão para a boca, sem muito ímpeto de negócios”, resume.

O analista acrescenta que muitas praças seguem apresentando excelentes indicações, favorecidas pelo basis local positivo. Apesar disso, o produtor continua comercializando a soja aos poucos e, na safra nova, também não há registro de grandes volumes fixados.

Cotações no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 142,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 143,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 137,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 131,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 132,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 148,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 148,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após estender as perdas do dia anterior na parte da manhã, o mercado mudou de direção na parte da tarde, reagindo à piora nas condições das lavouras americanas e aos sinais de boa demanda pelo produto americano. A queda do dólar frente a seus pares ajudou na recuperação, tornando a soja americana mais competitiva.

Inicialmente, os contratos foram pressionados por mais um dia de perdas consistentes nos preços do petróleo. A expectativa de uma solução para o conflito no Oriente Médio pesa sobre o barril em Nova York e Londres.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 63% das lavouras de soja estavam em boas ou excelentes condições até 26 de julho, abaixo dos 66% registrados na semana anterior. O percentual de áreas em condição regular subiu de 26% para 28%, enquanto as lavouras classificadas entre ruins e muito ruins avançaram de 8% para 9%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,28%, a US$ 12,12 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 12,20 por bushel, com elevação de 6,25 centavos de dólar ou 0,51%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 1,00 ou 0,31%, a US$ 321,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 70,14 centavos de dólar, com perda de 0,71 centavo ou 1,00%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,1215 para venda e a R$ 5,1195 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1095 e a máxima de R$ 5,1290.