Do broto ao alimento na mesa global: O orgulho de ser agricultor

Por: Rogério Cabral

Federação reforça o papel estratégico do agricultor brasileiro na segurança alimentar, na economia e no desenvolvimento sustentável

O Dia do Agricultor, celebrado nesta terça-feira, 28 de julho, ganha um significado ainda mais especial em 2026 para a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Em seu 86º ano de atuação, a entidade reafirma o compromisso histórico com a defesa dos produtores rurais paulistas e brasileiros, reconhecendo o agricultor como protagonista da segurança alimentar nacional e mundial. Ao longo de mais de oito décadas, tem sido uma voz permanente em favor de políticas públicas, crédito, inovação, sustentabilidade e valorização de quem produz no campo.

Instituído oficialmente em 1960, o Dia do Agricultor homenageia uma profissão que ajudou a moldar a história do Brasil. Se no passado o trabalho rural dependia quase exclusivamente da força física e da experiência transmitida entre gerações, hoje o agricultor brasileiro alia tradição, conhecimento científico, tecnologia e gestão para alcançar níveis de produtividade que colocam o país entre as maiores potências agropecuárias do planeta.

Essa transformação foi construída com muito investimento, pesquisa e dedicação. O produtor rural brasileiro soube enfrentar desafios climáticos, recuperar áreas produtivas, incorporar práticas sustentáveis, ampliar o uso da agricultura de precisão e adotar soluções digitais que elevaram a eficiência das propriedades. Esse avanço consolidou o agro como um dos pilares da economia nacional, responsável por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e por exportações que superam US$ 169 bilhões ao ano.

O resultado desse trabalho ultrapassa as fronteiras nacionais. O Brasil lidera a produção e a exportação de importantes culturas, como soja, café, açúcar, milho e suco de laranja, abastecendo mercados em mais de 150 países e contribuindo para a alimentação de mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Esse protagonismo internacional é fruto da competência dos agricultores, que transformaram o campo brasileiro em referência de produtividade, sustentabilidade e inovação.

“Ao longo de seus 86 anos de história, a Faesp acompanhou e participou dessa evolução, atuando de forma decisiva na representação institucional do setor, na defesa dos interesses dos produtores rurais e na construção de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento da agropecuária”, afirma Tirso Meirelles, presidente do sistema Faesp/Senar. Segundo ele, a entidade tem sido protagonista em debates sobre crédito rural, infraestrutura, segurança jurídica, sustentabilidade, qualificação profissional, inovação tecnológica e abertura de mercados, sempre com o objetivo de fortalecer quem produz alimentos, fibras e energia.

Neste 28 de julho, a homenagem da Federação vai além da celebração de uma profissão. É o reconhecimento ao trabalho de milhões de agricultores que enfrentam diariamente os desafios do campo para garantir alimento na mesa das famílias brasileiras e de consumidores ao redor do mundo. “Celebrar o agricultor é reconhecer que o futuro do Brasil passa, necessariamente, pela força, pela dedicação e pela capacidade de inovação daqueles que fazem da terra um patrimônio de prosperidade para toda a sociedade”, diz Meirelles, que complementa: “seguiremos na defesa intransigente do produtor rural, cobrando dos agentes públicos o reconhecimento do papel central do campo. O país precisa de um Plano Brasil de longo alcance — para 30 ou 50 anos —, combinando medidas de curto, médio e longo prazo. Só com essa visão estratégica garantiremos as condições para que o nosso produtor siga sendo o motor da economia, da inclusão social, da sustentabilidade e da segurança alimentar.”