Pecuária nacional perde referência na genética do nelore mocho

Por: Rogério Cabral

O pecuarista e médico oftalmologista Iluci Afonso Almeida de Faria morreu neste sábado (25), aos 75 anos. Reconhecido pelo trabalho no melhoramento genético da raça nelore mocho, ele deixa um legado para a pecuária brasileira e para a medicina.

Natural de Fernandópolis (SP), Iluci construiu sua trajetória em Iturama (MG), onde se dedicou à seleção genética do nelore mocho. Ao longo dos anos, expandiu a genética de seu rebanho para diferentes regiões do país, tornando-se uma referência entre os criadores da raça.

Em nota, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) lamentou a morte do associado e destacou sua contribuição para a pecuária nacional. Segundo o técnico de campo da entidade, Thinouco Francisco Sobrinho, Iluci era um criador criterioso, que sempre investiu em inseminação artificial utilizando os principais touros da raça.

“Era muito criterioso na seleção. Foi um prazer frequentar a fazenda dele. Ele fazia questão de acompanhar toda visita técnica e tinha uma simplicidade fora do comum. Ficamos muito tristes com esta perda”, afirmou Sobrinho.

Além da atuação na pecuária, Iluci também exerceu a medicina como oftalmologista, área em que igualmente deixou importantes contribuições.