A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) defendeu que o governo brasileiro priorize a negociação com os Estados Unidos após a confirmação de uma nova tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (16) e assinada pelo presidente da entidade, Tirso Meirelles, a federação afirmou que a diplomacia comercial é o caminho mais adequado para resolver as divergências entre os dois países.
Segundo a Faesp, o setor produtivo brasileiro tem cumprido exigências sanitárias, ambientais e regulatórias internacionais, com investimentos em rastreabilidade, sustentabilidade e competitividade. Ainda assim, a entidade destaca que os produtores podem ser os mais afetados por decisões tomadas fora do país.
Para a federação, o momento exige uma atuação técnica e permanente nas relações comerciais, sem que disputas político-partidárias interfiram nas negociações. A avaliação é de que medidas retaliatórias podem ampliar a insegurança jurídica e elevar os custos para o setor produtivo.
A entidade também defende que o governo brasileiro busque resolver eventuais divergências comerciais e tarifárias por meio do diálogo, preservando setores estratégicos da pauta exportadora. A Faesp cita como exemplo a manutenção de produtos como café e carne fora da nova lista de tarifas anunciada pelos Estados Unidos.
Além disso, a federação afirma que o Brasil tem peso como fornecedor para o mercado norte-americano e que essa posição deve ser utilizada nas negociações com foco no longo prazo.
Por fim, a Faesp informou que irá analisar detalhadamente a lista de produtos atingidos pelas novas tarifas e as exceções previstas pelo governo dos Estados Unidos. A entidade também colocou sua equipe técnica à disposição do governo federal para colaborar na defesa dos interesses do setor produtivo.