Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos

Por: Rogério Cabral

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado, com publicação das novas portarias no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10). A revisão altera a classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualiza as séries históricas usadas no cálculo do risco climático para a cultura.

A atualização do Zarc contempla mudanças na base técnica utilizada para definir as épocas de semeadura com menor risco climático nas diferentes regiões produtoras do país. Entre os pontos revisados estão a classificação dos solos por capacidade de armazenamento de água e a incorporação de novos dados meteorológicos às séries históricas.

Pelos novos estudos, passam a ser adotadas seis classes de água disponível no solo, de AD1, para baixa retenção, a AD6, para alta retenção de água. O modelo substitui a classificação anterior, baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite uma caracterização mais detalhada dos ambientes de produção. De acordo com os pesquisadores, a capacidade de armazenamento de água está ligada às características físicas do solo e não apenas à sua textura.

No componente climático, a atualização incorpora novas informações de chuva e temperatura a partir de um número ampliado de estações meteorológicas. Para o cálculo do risco, são usadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, com temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. O estudo também considera parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

As alterações refletem a crescente variabilidade climática e a maior frequência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas.

Com a revisão, o Zarc do milho grão passa a operar com uma base mais detalhada de solo e clima para orientar a definição das janelas de semeadura de menor risco climático nas regiões produtoras.

Fonte: gov.br