O mercado físico do boi gordo terminou a última semana praticamente sem mudanças nos preços. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa liquidez e a cautela de compradores e vendedores mantiveram as negociações lentas, em meio às incertezas do mercado externo e à virada de semestre.
Na sexta-feira (19), os negócios foram limitados e as cotações permaneceram nos mesmos patamares dos dias anteriores. As escalas de abate ficaram, em média, entre oito e 13 dias, com parte dos frigoríficos já programando o início da próxima semana.
No Mato Grosso, o mercado registrou baixa liquidez. De acordo com o Cepea, a oferta de animais foi restrita, já que muitos pecuaristas resistiram em negociar nos preços atuais. As negociações do boi gordo ficaram entre R$ 335 e R$ 340 por arroba.
Em Mato Grosso do Sul, o cenário também foi de estabilidade. A arroba do boi gordo variou entre R$ 335 e R$ 340, em um ambiente de equilíbrio entre oferta e demanda.
Já no Rio Grande do Sul, a menor disponibilidade de animais prontos para o abate continua sustentando os preços. As negociações ocorreram entre R$ 23 e R$ 26 por quilo morto, enquanto as escalas permaneceram curtas, variando de três a sete dias.
No mercado atacadista, os preços da carne bovina também ficaram estáveis. Na Grande São Paulo, o quilo da carcaça casada bovina encerrou a semana cotado a R$ 24,62.
Mercado inicia semana de olho na virada do semestre
Na avaliação do Cepea, o comportamento da última semana foi marcado por um mercado travado, com baixo volume de negócios e agentes adotando uma postura cautelosa diante das incertezas no cenário internacional.
Agora, as negociações desta semana serão acompanhadas de perto pelo setor, já que podem indicar a direção dos preços na reta final de junho e na virada do semestre.