A Embrapa Agroenergia realizou nesta terça-feira (2) uma programação interna para marcar os 20 anos da unidade, com uma roda de conversa entre ex-chefes-gerais e a atual direção. O encontro resgatou etapas da criação, consolidação e modernização do centro de pesquisa, hoje voltado a temas como biomassa, biocombustíveis, bioeconomia e processos agroindustriais. A agenda também incluiu a inauguração da Galeria dos Chefes-Gerais e a abertura da mostra “20 Anos em 20 Projetos”.
Na abertura do evento, o chefe-geral da unidade, Alexandre Alonso, afirmou que marcos institucionais costumam ser medidos por indicadores, mas que a formação da Embrapa Agroenergia também dependeu de decisões técnicas, articulação institucional e mobilização de equipes. Segundo ele, a trajetória do centro foi construída por profissionais que estruturaram a proposta da unidade ao longo de duas décadas.
O primeiro chefe-geral, Frederico Durães, que esteve à frente da unidade de 2006 a 2011, relatou a fase de criação da Embrapa Agroenergia e a montagem dos primeiros arranjos tecnológicos em um momento de expansão do debate sobre biomassa e biocombustíveis. Na sequência, Manoel Souza, gestor entre 2011 e 2016, destacou a ampliação da infraestrutura laboratorial e o fortalecimento das linhas de pesquisa.
Guy de Capdeville, chefe-geral de 2016 a 2020, apontou a aproximação da unidade com cadeias industriais e com temas ligados à sustentabilidade e à bioeconomia. Entre os projetos citados no balanço institucional estão o desenvolvimento de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), a tropicalização da canola para o Cerrado e iniciativas de economia circular com transferência de tecnologia.
Ao fim da programação, a unidade abriu a exposição “20 Anos em 20 Projetos”, organizada pelo Comitê Técnico Interno (CTI). Segundo a Embrapa Agroenergia, a mostra reúne 20 iniciativas, sendo 10 voltadas ao histórico da unidade e 10 relacionadas a frentes de trabalho para os próximos anos.
A programação teve caráter comemorativo e de memória institucional. O conteúdo divulgado pela unidade não apresentou novos investimentos, metas quantitativas ou anúncios de política pública. Ainda assim, o retrospecto indica a consolidação de linhas de pesquisa ligadas a bioenergia, bioprodutos e inovação industrial com interface direta com o agronegócio.
Fonte: embrapa.br