Embrapa participa de missão para capacitação da mandiocultura em Angola

Por: Rogério Cabral

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por meio da unidade Embrapa Mandioca e Fruticultura, integra uma missão em Angola voltada ao fortalecimento da produção de mandioca. A iniciativa envolve o lançamento do projeto Produzir para Transformar Vidas e a realização de treinamento técnico sobre boas práticas de produção de material de plantio e manejo da cultura. As atividades têm como foco a Comuna de Malembo, na Província de Cabinda.

Segundo as informações divulgadas nesta segunda-feira (19), a missão reúne os pesquisadores Alfredo Alves e Marcelo Romano e o analista Helton Fleck. O trabalho inclui capacitação destinada a técnicos agrícolas que devem atuar como multiplicadores no sistema de produção da cooperativa Homem Sofre.

A cooperativa reúne 150 agricultoras responsáveis pelo cultivo de mandioca. O objetivo do projeto é estruturar a etapa inicial de apoio técnico ao grupo, com base em diagnóstico realizado pela Embrapa em novembro de 2025. O conteúdo do treinamento abrange práticas relacionadas à produção de material de plantio e ao manejo da lavoura, dois pontos centrais para a formação de áreas mais uniformes e para a melhoria do desempenho produtivo da cultura.

O projeto-piloto é coordenado pela Fundação Norberto Odebrecht (FNO), em aliança com a Odebrecht Angola e o Fundo do Desenvolvimento Agrário de Angola (Fada). A proposta é combinar assistência técnica, organização produtiva e disseminação de conhecimento no território atendido.

Do ponto de vista técnico, a ação se insere na agenda de transferência de tecnologia da Embrapa, com foco na adaptação de práticas agronômicas a realidades locais. Em sistemas de produção de mandioca, a qualidade do material de plantio e o manejo adequado influenciam diretamente o estabelecimento da lavoura, o controle de perdas e a regularidade da oferta. O conteúdo divulgado não informa metas de produtividade, área cultivada ou volume esperado de produção nesta etapa.

A missão marca o início operacional do projeto em Cabinda e deve servir de base para a formação de agentes locais de assistência técnica. Sem dados públicos sobre cronograma completo, orçamento ou indicadores de produção, a dimensão dos resultados dependerá do acompanhamento das próximas etapas e da adoção prática das recomendações em campo.

Fonte: embrapa.br