Sistema quintuplica a produtividade por hectare e já é adotado por 44% dos produtores do Centro-Oeste
A pecuária brasileira vive uma transformação estrutural em 2026, impulsionada pela consolidação da TIP (Terminação Intensiva a Pasto).
Produtividade exponencial e baixo custo
A TIP é considerada a tecnologia mais democrática do setor, pois exige investimentos em infraestrutura infinitamente inferiores ao confinamento convencional.
Enquanto o modelo extensivo produz cerca de 5 arrobas por hectare ao ano, a TIP permite atingir mais de 120 arrobas/ha/ano, superando a rentabilidade de muitas culturas agrícolas.
A aliança com os coprodutos (DDG)

O crescimento explosivo da TIP no Brasil foi impulsionado pela expansão das indústrias de etanol de milho. O DDG (Grãos Secos de Destilaria) surgiu como o ingrediente perfeito para este sistema.
O DDG fornece a proteína e a energia necessárias para equilibrar os nutrientes que o pasto sozinho não entrega, otimizando o funcionamento do rúmen. Além do DDG, o pecuarista pode utilizar milho, polpa cítrica, casca de soja ou caroço de algodão, dependendo da oferta e do preço local, tornando a dieta da TIP altamente flexível e econômica.
RIP + TIP: o ciclo fechado em 12 meses
A recria, que tradicionalmente levava 12 meses, é reduzida para 7 ou 8 meses com a RIP. Ao emendar com a TIP, o pecuarista consegue enviar o boi para o frigorífico em apenas um ano após a desmama. Essa estratégia permite que a fazenda liquide o lote no exato momento em que a nova safra de bezerros chega, maximizando o uso da terra e do capital.