A ferrugem asiática da soja já contabiliza 148 ocorrências confirmadas no Brasil, segundo dados do Consórcio Antiferrugem, reforçando um cenário de forte alerta para os produtores. O levantamento indica que o Paraná concentra a maior parte dos registros, com 90 ocorrências distribuídas por dezenas de municípios. Há casos identificados tanto em áreas comerciais quanto em soja voluntária, além de ampla presença de esporos no ambiente, fatores que elevam o risco de disseminação da doença.
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Especialistas destacam que o momento exige atenção redobrada no manejo. As estratégias recomendadas incluem o cumprimento rigoroso do vazio sanitário, a calendarização adequada da semeadura, o uso de cultivares resistentes ou tolerantes e o manejo criterioso de fungicidas, com misturas de produtos sítios-específicos e multissítios. O monitoramento constante das lavouras e a correta tecnologia de aplicação, priorizando condições de alta umidade e vento baixo, são apontados como fundamentais, com foco na prevenção e na redução do risco de resistência do fungo.
O que diz a Embrapa Soja
Segundo Claudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja, há um aumento expressivo no número de casos, principalmente na região Sul, impulsionado pela elevada presença de esporos no ar. A pesquisadora alerta que, a partir deste período, o produtor deve intensificar os cuidados no campo. Resultados sobre a eficiência de fungicidas podem ser consultados na Rede de Ensaios de Fitossanidade Tropical, que reúne dados atualizados para auxiliar na tomada de decisão.
As principais estratégias de manejo da ferrugem asiática envolvem a ausência de semeadura de soja e a eliminação de plantas voluntárias na entressafra, por meio do vazio sanitário, com o objetivo de reduzir o inóculo do fungo. Também são recomendadas a utilização de cultivares de ciclo precoce, a semeadura no início da janela recomendada como estratégia de escape da doença, o uso de cultivares com genes de resistência à ferrugem e a aplicação correta de fungicidas.
Diante do avanço da doença, o reforço das práticas de manejo integrado e o cumprimento das recomendações técnicas seguem como as principais ferramentas para mitigar perdas e preservar a eficiência das tecnologias disponíveis.