O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com tentativas de compra em patamares mais baixos.
Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, muitas indústrias estão ausentes da compra de gado, reavaliando a capacidade de abate.
“A expectativa é que os frigoríficos passem a operar com maior ociosidade em 2026, reorganizando a estrutura de produção em meio a perspectiva de menor ritmo de exportação, principalmente para a China“, indica.
Para ele, o acordo União Europeia Mercosul oferece uma perspectiva de maior volume de embarques de carne bovina para o bloco. “O aumento da exportação de produtos de maior valor agregado representa também um trunfo para a evolução das receitas. O cenário também sugere maiores bonificações a pecuaristas que negociam boi Europa”, diz.
Preços médios do boi gordo
- São Paulo: R$ 319,25 — ontem: R$ 319,77
- Goiás: R$ 312,14 — R$ 313,93
- Minas Gerais: R$ 314,12 — R$ 314,12
- Mato Grosso do Sul: R$ 311,66 — R$ 312,18
- Mato Grosso: R$ 296,95 — R$ 298,77
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresenta preços firmes no decorrer desta sexta-feira. Segundo Iglesias, a perspectiva é de alguma acomodação dos preços, ainda sob o efeito na entrada dos salários na economia.
“Durante a segunda quinzena do mês, com a demanda menos aquecida os preços tendem a recuar, com a população priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis. Esse é o padrão comum de consumo previsto para o primeiro trimestre”, pontua.
- Quarto traseiro: R$ 26,50 por quilo;
- Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo;
- Ponta de agulha: R$ 17,50, por quilo.