A febre maculosa brasileira é uma enfermidade de considerável importância, especialmente no Estado de São Paulo
Teve início no último dia 4 de julho, a oitava edição da Campanha contra Febre Maculosa. Desde o início desta ação no Campus Luiz de Queiroz, ocorrida em 2016, a iniciativa já atraiu milhares de pessoas interessadas em obter informações e orientações sobre a doença. A campanha acontece anualmente nos finais de semana do mês de julho, período de férias escolares, com atividades em todos os finais de semana.
Desde 2023, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) conta com o ‘Protocolo de priorização de áreas para prevenir a ocorrência da febre maculosa’, fruto de uma ação conjunta entre o Depto. de Entomologia e Acarologia e Depto. de Economia, Administração e Sociologia, ambos da Esalq, Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEDEMA), da Prefeitura Municipal de Piracicaba, e Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP).
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A proposta do Protocolo se baseia nos conhecimentos técnico-científicos disponíveis graças ao empenho de profissionais dedicados a este tema ao longo dos anos, consolidados em um projeto piloto para validação liderado pela USP, interessada pelo tema de maneira particular por também prevenir a ocorrência da enfermidade em suas áreas.
Um dos exemplos do protocolo consta que quando o carrapato-estrela for detectado em áreas frequentes de visitação pública, em regiões em que a FMB já tenha sido constatada, três estratégias são usualmente adotadas. A primeira se refere ao fechamento da área à circulação de seres humanos, evitando o parasitismo. Esta, porém, é usualmente uma ação temporária, até que o problema possa ser solucionado de outra maneira, permitindo a reabertura da área mais tarde. Havendo adequada justificativa para presença dos seres humanos nas áreas infestadas, a segunda estratégia se refere à possibilidade de mitigação, envolvendo o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), consistindo em macacões e botas. A terceira estratégia se refere ao tratamento do ambiente com carrapaticida, em áreas em que isto seja viável ecológica e socialmente.
Este, entre outros estudos, fizeram com que a Comissão Técnica Permanente de Prevenção e Controle da Febre Maculosa, do Campus Luiz de Queiroz, realizasse a campanha que é uma ação que consiste em alertar para os riscos da presença do carrapato estrela em áreas afastadas e também de grande circulação. Além do final de semana passado a campanha ocorrerá nos dias 11 e 12, 18 e 19, 25 e 26 de julho, sempre das 9:00/12:00 e das 14:00/17:00.
A barraca da campanha está localizada no gramado ao lado esquerdo do Edifício Central. Uma equipe de alunos de graduação e pós-graduação da Esalq, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (Fatep) e Faculdade de Medicina Veterinária de Americana. Essa equipe que atende os visitantes está preparada para responder dúvidas sobre a doença e a forma de como a administração no Campus Luiz de Queiroz mantém as áreas indicadas para lazer livres de carrapatos.
Vale destacar que os sintomas da febre maculosa se manifestam com dores nas articulações, cansaço, febre alta e manchas vermelhas pelo corpo.