2026: Ano Internacional da Mulher Agricultora

Por: Juliana Farah

Olá, queridas leitoras,

Hoje gostaria de falar com vocês sobre algo de extrema relevância às mulheres no mundo todo, mas com enorme representatividade às brasileiras: as Nações Unidas declararam 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora (em inglês IYWF 2026). O ano destacará o papel essencial que as mulheres desempenham em todos os sistemas agroalimentares, da produção ao comércio, muitas vezes sem o devido reconhecimento.

As mulheres agricultoras são fundamentais para a segurança alimentar, a nutrição e a resiliência econômica. O IYWF 2026 visa aumentar a conscientização e promover ações para reduzir as desigualdades de gênero e melhorar a qualidade de vida das mulheres em todo o mundo.

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Como a própria entidade faz questão de declarar, o Ano Internacional da Mulher Agricultora (IYWF 2026) é um marco necessário para dar visibilidade a uma força de trabalho que, embora essencial, muitas vezes permanece invisível nas estatísticas e no acesso a crédito — mensagens essas que temos levado em nossos encontros pelo interior e mais recentemente em eventos internacionais.

Somente esses aspectos já são suficientes para ressoarem o que temos realizado desde 2022, quando da criação da Comissão Semeadoras do Agro da Faesp. Tais objetivos tornam ainda mais evidentes os esforços que temos feito justamente para levar capacitação, autoconhecimento, empreendedorismo e saúde às mulheres que trabalham no campo. É sintomático e representativo que não temos apenas a missão de tirar a mulher da invisibilidade, como sempre friso, mas trata-se também de ser fundamental a criação de uma rede de apoio e de ampliá-la sempre e mais, aqui, no Brasil, de maneira interestadual, como também no exterior.

Nosso estado é um dos protagonistas no cenário da agricultura feminina, apresentando um perfil que mistura a tradição da agricultura familiar com a inovação tecnológica do agronegócio de larga escala. Em São Paulo, por exemplo, as mulheres vêm ocupando espaço estratégico em atividades como hortifruticultura, produção de leite e cultivo de café. É notório cada vez mais o trabalho delas à frente das propriedades como na renovação de métodos de produção com vistas à sustentabilidade e ao cuidado com as próximas gerações.

A Comissão Semeadoras do Agro tem a certeza de que o reconhecimento da ONU vem em bom momento e que suas ações, tanto incentivando o empreendedorismo quanto a prevenção a saúde, estão em concordância com o que há de mais avançado no mundo.

Com carinho,

Juliana Farah, presidente da Comissão Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp)