O tempo promete mudanças extremas nos próximos dias em diferentes regiões produtoras de soja do Brasil. Enquanto áreas do Norte enfrentam temperaturas próximas dos 40°C, com aumento do risco de incêndios e estresse térmico para o gado, temporais começam a ganhar força e podem provocar chuva intensa, rajadas de vento e granizo em partes do Sul.
Na região Norte, a previsão aponta para chuvas nos próximos cinco dias, principalmente no Tocantins, Rondônia e Acre. Apesar de trazer algum alívio para o calor e ajudar a reduzir temporariamente os focos de incêndio, a chuva deve ocorrer de maneira bastante irregular e não será suficiente para recompor a umidade do solo.
A expectativa é de uma mudança mais importante no início de outubro. Entre os dias 6 e 10, áreas do sul do Pará, Rondônia e Acre podem receber volumes próximos ou superiores a 40 a 50 milímetros em cinco dias. A tendência de aumento das chuvas também deve continuar durante a segunda semana de outubro.
Até lá, porém, o calor continua sendo motivo de preocupação. Tocantins e Rondônia podem registrar máximas entre 38°C e 40°C nos próximos dias. As temperaturas elevadas aumentam o risco de incêndios e também podem provocar estresse térmico no gado de confinamento.
O calor também exige atenção dos produtores que planejam avançar com a semeadura da safra 2026/27. Com temperaturas muito elevadas, a condição do solo pode se tornar desfavorável para algumas operações agrícolas. Mesmo sem uma onda de calor oficialmente caracterizada no Norte, temperaturas do ar próximas de 40°C podem fazer a temperatura do solo ultrapassar 45°C em determinadas condições.
Enquanto isso, uma onda de calor começa a ganhar força no Centro-Sul do país. Segundo a previsão citada, o episódio deve atuar entre este sábado e a próxima quarta-feira, atingindo áreas do Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais, sul do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, extremo sul de Goiás e centro-sul de Mato Grosso.
Em algumas dessas regiões, as temperaturas máximas também podem superar os 40°C. O cenário exige cautela no avanço do plantio da safra 2026/27 e atenção redobrada dos trabalhadores rurais. A recomendação é evitar exposição prolongada ao sol durante os horários de maior calor, especialmente entre o fim da manhã e o início da tarde, além de manter uma boa hidratação durante as atividades no campo.
O cenário começa a mudar principalmente entre domingo e segunda-feira, quando um cavado deve atuar sobre a região Sul. A formação pode aumentar o risco de temporais severos, com rajadas de vento superiores a 100 km/h, granizo e fenômenos associados a tempestades intensas, incluindo microexplosões e possibilidade de formação de tornados.
Na terça-feira, o sistema deve avançar em direção ao oceano e favorecer a formação de um novo ciclone extratropical. A partir daí, a chuva pode ganhar força especialmente no centro-sul do Rio Grande do Sul.
Os acumulados chamam atenção. Algumas áreas podem registrar entre 100 e 150 milímetros de chuva em apenas dois ou três dias. A intensidade da precipitação aumenta o risco de alagamentos, deslizamentos de terra e dificuldades para a realização de atividades no campo.
A frente fria associada ao sistema também deve avançar pelo país e levar chuva para partes do Sudeste e Centro-Oeste, alcançando até áreas do sul do Nordeste. Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná podem receber volumes de 40 a 50 milímetros em cinco dias.
A chegada dessa frente fria deve contribuir para interromper o período de calor intenso em parte do Centro-Sul, mas também aumenta a possibilidade de temporais e mudanças bruscas nas condições do tempo.
O contraste será marcado nos próximos dias. De um lado, temperaturas próximas ou acima dos 40°C, risco de incêndios e preocupação com o estresse térmico. Do outro, uma sequência de temporais que pode despejar mais de 100 milímetros de chuva em poucos dias e provocar ventos destrutivos, granizo, alagamentos e deslizamentos.